A era da inveja e a vingança dos ressentidos

Noite de segunda-feira, esbarro em um post do advogado Rafael Rosset no Facebook, compartilhado pelo Flavio Morgenstern do site Senso Incomum.

De um professor de jornalismo que defendia a ideia de um “salário máximo” ao favorecimento da mediocridade das mais diversas formas.

Ele trouxe pontos interessantes sobre a “era da inveja”, como ele chama a nossa época, e como ela é uma “vingança dos ressentidos”.

As setecentas e tantas palavras mostraram alguns dos absurdos dos nossos dias e quão podre é a cultura que estão tentando implantar.

Um mundo onde se esqueceu da virtude, da criação de riqueza que pode gerar valor ao próximo e da responsabilidade pelo próprio nariz.

Coloco abaixo alguns trechos do post original do Rafael e logo depois mais algumas observações minhas:

Dentro de alguns anos antropólogos e historiadores conhecerão nossa época como a era da inveja. Há uns dias li um artigo de um professor da Faculdade de Jornalismo da Casper Líbero em que ele defendia a regulamentação de um “salário máximo”, uma vez que já tínhamos um salário mínimo (…) Por mais que me esforçasse, nunca consegui ver nenhuma imoralidade ou injustiça no fato de existirem pessoas muito ricas, ou que ganham mais do que eu. Primeiro, porque eu objetivamente não estou ficando mais pobre porque essas pessoas estão ficando mais ricas. (…) Como é que EU vou determinar quanto essas pessoas deveriam ganhar? A única base moral para se defender algo assim é o ressentimento disfarçado de justiça social sob a forma de “redistribuição de renda”. (…) Para contrariar um fato natural e uma verdade universal, só uma ideologia bisonha pode forçar goela abaixo da multidão o contrassenso de que você poderia ter mais dinheiro no banco se Jeff Bezos (o sujeito que fundou a Amazon, filho de mãe solteira e adotado por um refugiado cubano) ganhasse menos dinheiro, ou que você poderia se sentir menos feio caso colocassem um cosplay do Evo Morales pra fazer o papel do Superman. O culto ao feio e ao medíocre é a vingança dos ressentidos, e a desgraça do nosso tempo é que os ressentidos agora têm voz ativa e ocupam posições de poder. Talvez a nossa maior tarefa, como conservadores, seja justamente a de lembrar todo dia que a beleza existe, que virtude importa, que riqueza pode ser criada gerando valor para o próximo e que a sua felicidade, ou a falta dela, é problema seu, não da sociedade.”

Se quiser ler o post completo, clique aqui.

Não é de hoje que percebo que ser mais esforçado e/ou ter mais resultado é algo que ofende.

Logo cedo, aprendemos que “pega mal” fazer perguntas aos professores. Ainda tem dúvida ou quer aprender mais sobre um ponto em específico? Deixa quieto, o importante é sair mais cedo para o recreio…

Trabalhar focado, entregar as coisas, não perder tempo com a rádio peão e, consequentemente, ser reconhecido por isso. Terrível, quase um crime! Vão no mínimo pensar mil jeitos de puxar seu tapete…

Está ganhando bastante dinheiro e comprando coisas bacanas? Ou é sorte, ou é esquema, ou pai rico, sucesso da noite para o dia… tudo menos esforço, dedicação e paciência.

Experimente falar em meritocracia perto de algumas pessoas! Sério! Vão literalmente te jogar pedras! Tudo acontece porque o patrão quer, sem qualquer conexão com o trabalho realizado, na opinião deles.

Essas pessoas não tem noção da armadilha pessoal que é colocar a culpa de tudo na sorte, tira toda a responsabilidade individual. É como viver esperando o sorteio de sábado da Mega Sena.

Tenho 28 anos e fico com dor no estômago ao ver pessoas da minha idade (ou mais velhas) que ainda acham que tem direito a tudo sem fazer nada.

Por isso que propostas de governo que prometeram tudo funcionaram tão bem… digo, para eleger muitos candidatos. O resultado prático estamos vendo…

Como disse o Rafael Rosset, “…sua felicidade, ou a falta dela, é problema seu, não da sociedade”. Ninguém deve nada para você e você não ficará melhor se os outros ficarem piores.

Comentários

  1. Renata Penido Santos
  2. Alvaro Montagna

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