Computação em Nuvem para Quem Ainda Está por Fora do Assunto

Computação em Nuvem para Quem Ainda Está por Fora do Assunto

Você ainda não sabe o que é computação em nuvem? Imagina que é só mais uma moda tecnológica? Pensa que não deve ser algo que funcione para o seu negócio? Acha que não precisa disso? Então, continue lendo…

“Custo é como unha. Tem que cortar sempre”, Beto Sicupira.

Em todos os momentos, ter um controle apurado dos custos e cortá-los sempre que possível é fundamental para a continuidade dos negócios. Ainda mais quando o mercado está em recessão – como está acontecendo no Brasil – e todos estão competindo por uma fatia menor do bolo econômico.

Nesse cenário, a TI (encabeçada pelo CIO ou gerente de TI, dependendo do porte da empresa) pode fazer uma grande diferença, tanto para garantir a sobrevivência, quanto para preparar a empresa para o futuro.

A maneira de fazer isso vai desde a atualização dos processos (ou a terceirização deles) até a aplicação de novas tecnologias, como cloud computing, traduzida como computação em nuvem e definida formalmente pela organização norte-americana NIST (National Institute of Standards and Technology) da seguinte forma:

Cloud computing é um modelo para permitir acesso ubíquo, conveniente e sob demanda via rede a um agrupamento compartilhado e configurável de recursos computacionais (por exemplo, redes, servidores, equipamentos de armazenamento, aplicações e serviços), que pode ser rapidamente fornecido e liberado com esforços mínimos de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços.

Fonte: http://nvlpubs.nist.gov/nistpubs/Legacy/SP/nistspecialpublication800-145.pdf

Basicamente, a computação em nuvem disponibiliza recursos computacionais do mesmo jeito que a energia elétrica é fornecida em todas as casas brasileiras: sob demanda (pagando pelo uso), de forma fácil e rápida. Uma verdadeira disrupção do modelo anterior, on-premise.

No estudo “A Second Wave of Cloud Adoption is On the Rise. Are You Ready?”, realizado pela Cisco em parceria com o IDC, é relatado que as empresas que evoluem do primeiro nível de maturidade (ad hoc) para o nível mais avançado (otimizado), conseguem, nesse processo, uma redução de custos de TI na faixa dos 77% e um aumento de receitas superior a 10%.

A computação em nuvem traz ganhos de produtividade, flexibilidade, mobilidade e receita mas, o que é mais atrativo para as empresas, é o seu potencial para redução de custos. Segundo uma matéria publicada pela Computer World, sobre um estudo feito pela consultoria KPMG, cerca de 50% dos optantes por cloud computing assim o fazem pela diminuição dos custos que o modelo oferece.

Divide-se, normalmente, cloud computing em três níveis principais:

  • IaaS (Infraestructure as a Service) – Disponibilização de recursos de infraestrutura, como: processamento, armazenamento, rede, entre outros.
  • PaaS (Platform as a Service) – Disponibilização de recursos que permitam o desenvolvimento de aplicações sob a infraestrutura da nuvem.
  • SaaS (Software as a Service) – Disponibilização de aplicações sob plataformas em nuvem. Exemplo: ERPs, CRMs, Analytics, e-commerce, entre outros.

Existem ainda outros níveis que são pouco conhecidos, como: Communications as a Services (CaaS), Network as a Service (NaaS), Monitoring as a Service (MaaS) e Data as a Service (DaaS).

Todos esses níveis dentro do modelo de computação em nuvem podem representar grandes reduções de custos. O IaaS, por exemplo, faz o TCO (Total Cost of Ownership), ou Custo Total de Propriedade, cair drasticamente em relação ao modelo on-premise, como representado no famoso iceberg, amplamente utilizado para representar a diferença entre os modelos.

On-premise vs SaaS
Fonte: http://interconnecta.com

No modelo anterior, era necessário contratar pessoas para administrar os servidores, rede, segurança, backup, entre outros aspectos da infraestrutura de TI. Além disso, o investimento em servidores e máquinas poderosas não acompanhava o crescimento do negócio, exigindo um alto CAPEX, e era impossível atender a picos sem gastar muito dinheiro na aquisição de equipamentos que ficariam ociosos em seguida.

Outro exemplo de redução de custos é o SaaS. Nesse modelo, é possível contratar softwares pagando uma taxa de subscrição, de acordo com a demanda, e evitar os altos custos de licenciamento comuns nesse mercado. Inclusive softwares de missão crítica, como ERP e CRM, que, com o atual nível de maturidade da cloud computing, fazem todo o sentido estarem em nuvem por motivos que vão além da redução de custos: flexibilidade, mobilidade, segurança, atualização.

Cloud computing já faz parte da agenda dos CIO’s das maiores e melhores empresas do mundo e a migração para esse modelo pode ser a maior contribuição que esse executivo possa fazer nesse momento de crise. Independente do porte da empresa, existem serviços na nuvem que podem ser utilizados para torná-la mais competitiva e adaptada para sobreviver.

Não há dúvidas que o modelo de cloud computing chegou para ficar e deixou de ser apenas uma tendência. Mais do que uma forma de economizar, ele deve fazer parte da estratégia da empresa e pensado pela alta direção na hora da expansão dos negócios.

A sua empresa já está nas nuvens? Comente a sua experiência!

Ainda não? Diga se o texto contribuiu com você! :)

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