As 8 tendências digitais para 2017

As 8 Tendências Digitais para 20175 min de leitura

Foram doze meses de pesquisa, mais de mil copos de café e uma floresta de post-its para o pessoal da Fjord, consultoria de design e inovação que faz parte da Accenture, chegar às 8 tendências digitais para 2017.

Particularmente, achei a lista muito interessante e bem pé no chão, com uma boa complementaridade do que vimos em 2016. Nada de apostas malucas. Digna da Fjord e Accenture!

De posicionamento de marca até realidade mista, confira as 8 tendências digitais para 2017!

1. Shiny API People

A primeira tendência, nomeada como um trocadilho da música Shiny Happy People do REM, trata do desafio de gerenciar e responder às mudanças. Grandes empresas são tipicamente boas em escalar, mas lentas no agir. Startups são rápidas na ação, mas sofrem para escalar.

A sugestão da Fjord é investir nas pessoas, tanto nos clientes quanto nos funcionários. Criar um ambiente de colaboração com times mistos, treinar muito bem as os funcionário e deixá-las construir o futuro da companhia. Quanto antes isso começar, melhor!

2. Blurred Reality

A segunda tendência é a Realidade Mista, uma “mistura” de Realidade Virtual com Realidade Aumentada/Diminuída, que oferece a experiência de ver objetos virtuais no mundo real. Algo que revolucionará o entretenimento, as compras, entre outras áreas!

Em 2016, a Realidade Virtual que até pouco tempo era uma coisa futurística, começou a ganhar as massas com o Google Cardboard (você pode montar em casa), Gear VR (parceria da Samsung com o Facebook) e o VR Box (esse tem até no Mercado Livre por preço de banana). Paralelamente, a Realidade Aumentada/Diminuída que estava só no meio geek, ficou muito popular com o Pokémon GO.

Ficou boiando? Dá uma olhada nesse vídeo da Magic Leap e já começa a pensar em como a sua empresa pode começar a aproveitar essa tendência!

3. World on Wheels

Em 2017, os serviços móveis ganharão ainda mais força, inclusive com a integração dos carros com as casas, gerando novas experiências. A venda de carros está diminuindo e o compartilhamento de veículos está aumentando, o que será intensificado com os carros autônomos, algo que terá uma boa evolução no próximo ano.

A relação entre os fabricantes de carros e os usuários também mudará bastante quando as pessoas começarem a parar de dirigir em meados dos anos 2020. Isso levará ao desenvolvimento de produtos para lidar com esse novo comportamento do consumidor. Muitos negócios serão criados com base nisso.

4. Homes Without Boundaries

Em 2017, as casas inteligentes terão um grande amadurecimento, seguindo o que já vimos com o Amazon Echo, Google Home e Apple Home nesse ano. A dica em relação a essa tendência é entender a experiência que as pessoas gostariam de ter em suas casas e imaginar como o seu negócio pode ser inserido nela.

5. Hourglass Brands

A partir de 2017, as marcas sem um posicionamento de “faz-tudo” ou de “extremo foco”, começarão a escolher um desses dois para sobreviver no mercado. Será o começo do fim das marcas que ficam “espremidas no meio”.

Em um cenário altamente polarizado, como o previsto para 2021, com 20% de todas as atividades digitais passando pelas 7 gigantes (Google, Apple, Facebook, Amazon, Baidu, Alibaba e Tencent), a mudança de posicionamento será a saída inteligente para muitas empresas.

Como ser um bom Davi contra esses Golias? A sugestão da Fjord para as marcas é entregar mais do que uma grande experiência. Será necessário criar relações significativas com os consumidores e gerar o sentimento de pertencimento que muitas grandes marcas não conseguem fazer.

6. Me, Myself and A.I.

Já tratei desse assunto em mais de um post e repito: os chatbots vieram para ficar!

Se você já teve alguma experiência com assistentes virtuais, robôs de atendimento ou qualquer coisa do tipo e achou uma “bosta”, com a inteligência artificial, eles terão uma comunicação muito mais “humana”! Talvez até melhor! Sem mau humor, esquecimentos ou distrações durante um atendimento…

A sugestão da Fjord é que as marcas entendam o seguinte: se as conversas são a interface, então a personalidade é a experiência do usuário (UX). Dessa forma, deverão direcionar todos os esforços de criação nesse sentido. E aí, qual é a personalidade da sua marca?

7. Unintended Consequences

Mais do que se preocupar com a experiência dos usuários, as empresas devem se atentar às consequências não intencionais de seus produtos ou serviços digitais na sociedade. O robô adolescente da Microsoft que se descontrolou no Twitter e promoveu visões extremistas, o roubo de usuários de Pokémon GO que caíram em uma armadilha no Missouri, entre outros casos são exemplos disso.

8. Ephemeral Stories

Snapchat, e depois o Instagram Stories, mostraram o poder das histórias efêmeras para transformar todos em storytellers, ou storydoers, para ser mais exato, e isso faz uma grande diferença na forma de comunicar das marcas. O que os consultores da Fjord aconselham é trazer os consumidores para o núcleo de tudo é feito pela empresa, não focar apenas em super produções (algo que nem sempre funciona) e investir nas transmissões ao vivo. Além disso e muito importante, não esquecer que o marketing de conteúdo leva tempo para dar retorno!

A dica do Gary Vaynerchuk para isso é muito boa: não crie, documente!

Conclusão

2017 será um baita ano!

Quanto antes as empresas entenderem como utilizar as sugestões e observações dos consultores da Fjord, melhor estarão preparadas para enfrentar, não apenas os desafios do próximo ano, como os que virão até 2020!

Ao final do post, estão os slides originais e o site com o relatório completo pode ser acessado clicando aqui.

E aí, qual é a sua opinião sobre essas 8 tendências?

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Robson Cristian

Profissional de marketing com os dois pés em tecnologia. Formado em Sistemas pela UDESC, é programador e marketeiro desde 2003. Atualmente, está finalizando o MBA em Finanças do INPG, trabalha em uma empresa de software e mantém um blog para simplificar o mundo dos negócios.